Janeiro 16, 2012

Prêmio de Arquitetura Catarinense



Saudações!

Dando início os posts de 2012 gostaríamos, antes de mais nada, desejar a todos um Feliz Ano Novo, repleto de conquistas, realizações e novos projetos!

Encerramos 2011 com o pé direito! A Metroquadrado foi laureada com dois 1°s lugares no Prêmio de Arquitetura Catarinense 2011, nas categorias Corporativa - com o projeto da sede própria - e Arquitetura de Interiores - com o projeto da Adega Dom Maximiliano. Promovido pela AsBEA-SC (Associação dos Escritórios de Arquitetura em Santa Catarina) e o IAB - SC, a premiação tem o intuito de revelar a identidade da produção arquitetônica e urbanística catarinense, além de valorizar os profissionais do estado. Confira a lista dos premiados aqui.


Sede Metroquadrado Arquitetura - Foto: Max Schwoelk

Interior - Adega Dom Maximiliano - Foto: Max Schwoelk


É muito gratificante o reconhecimento do trabalho, não somente pelas inovações e traços arquitetônicos, mas principalmente pela marca do profissionalismo e do talento de todos que participaram desta jornada.

Mais imagens do escritório você confere no Abduzeedo, estampadas no post "A Brazilian Architecture Office". Ou se preferir faça um tour virtual pelo espaço aqui e aqui.

Pra conhecer a Adega, uma ótima oportunidade para os que passarem por Joinville entre os dias 11 a 29 de janeiro, é participar do Festival Gastrônomico de Joinville. Entre os 24 restaurantes participantes, a Adega Dom Maximiliano está oferecendo um menu completo preparado exclusivamente para o festival! Fica a dica!


Novembro 16, 2011

Orbitato recebe Ronaldo Fraga, Marcelo Rosenbaum e Carlos Perrone



Já se inscreveu pro "Diálogos Criativos: Identidade e Cotidiano" promovido pelo Orbitato?,

O evento pretende discutir o desenvolvimento de identidade e processo criativo, reunindo os mestres da criação Marcelo Rosenbaum e Ronaldo Fraga.

“Marcelo Rosenbaum e Ronaldo Fraga são conhecedores da identidade brasileira, de seus pensadores, mas, principalmente, de imagens populares, memórias de infância, de paisagens, estéticas e jeitos de fazer. Outro ponto importante é que atuam ligados a práticas artesanais quase esquecidas em diferentes partes do Brasil. Seus trabalhos se relacionam com uma importante cadeia produtiva, entre o artesanato, o design e a indústria”, explica Celaine Refosco, diretora do Orbitato.



Outra relação muito importante estará vinculada ao público presente, já estão confirmadas equipes de criação de diversas indústrias ligadas ao design e moda, estúdios de design, professores, profissionais e estudantes das áreas de arquitetura, moda e design. “Será um grande encontro das melhores idéias”, salienta.

Para abertura dos debates acerca dos temas Identidade e Cotidiano, Diálogos Criativos contará também com a presença do designer e professor MSC. Carlos Perrone. Conhecido por reapresentar conteúdos de maneira surpreendente, e por pontuar elementos importantes que transitam pela história da visualidade. Um evento que completa a união de saberes multidisciplinares exigidos pela ação contemporânea.

Sobre o Orbitato
O Orbitato – Instituto de Pesquisa em Arquitetura, Moda e Design foi criado em 2007 e atua nas áreas de ensino, negócios, criação e desenvolvimento de produtos próprios, prestações de serviço e consultoria e também em programas sócio, cultural e ambientalmente responsáveis. Sediado em uma cidade onde o tradicional e o empreendedorismo são inseparáveis, o Orbitato está estrategicamente próximo ao pólo têxtil – e de outras áreas, como porcelana, madeira, metal-mecânico e vidro – e do escoamento de produção do estado de Santa Catarina.

Serviço
Data: 19 de novembro | sábado
Horário: Das 10h às 18h
Local: Teatro de Pomerode
Informações: através do email: eventos@orbitato.com.br ou pelo telefone 47 3395 0447. www.orbitato.com.br

Agosto 17, 2011

Objetos ressignificados



Via Jornal ANotícia
16/08/2011

Exposição coletiva “Lúdico Cotidiano” será aberta hoje no anexo 1 da Cidadela Cultural Antarctica.

Na mesma ocasião em que o Museu de Arte de Joinville abre “Contaminações – Linhas da Infância”, outra mostra coletiva divide as atenções no anexo 1 da Cidadela Cultural Antarctica. “Lúdico Cotidiano” apresenta obras de nove artistas, entre alunos e ex-alunos do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

A exposição faz uma provocação a partir da apropriação e ressignificação de elementos comuns do dia a dia. Os trabalhos de André Winn, Carolina Moraes Marchese, Erika Romaniuk, João Genaro, Karen Campos, Luana Alt, Morgana Ávila, Thiago Reis e Vini Albernaz têm curadoria de Adriane Hernandez e coordenação de Fernando Igansi. “Lúdico Cotidiano” é a terceira exposição coletiva do grupo gaúcho. As obras já foram expostas em lugares como Memorial e Espaço Cultural Casa do Leite, em Cachoeirinha (RS); e na Galeria de Arte do Dmae, em Porto Alegre.

As produções atribuem outros sentidos a objetos de uso tradicional, como é o caso de “Hidrante Móvel”, de Karen Campos, feito com cerâmica esmaltada. É desta forma que os artistas aplicam a ideia de um lúdico no cotidiano.

As 18 obras ficam no anexo do MAJ até outubro e possibilitam a interação do público. Além do trabalho de Karen, há obras como o “Estudo para Novas Posturas”, produzido com nanquim e marcadores de papel, de Carolina Moraes Marchese; e “Fat Chair”, de madeira e espuma ortopédica, uma criação de João Genaro.

Segundo a curadora Adriane Hernandez, o grupo de artistas que compõe a coletiva apresenta como proposta uma exposição diversificada no modo de fazer, buscando no campo das artes visuais a liberdade para desenvolver seus próprios processos de criação. Para Adriane, isso pode ser percebido nas obras pela vontade de jogar (brincar) com as formas, linhas do desenho, cores e com a inversão dos sentidos comuns; e ao trazer a energia do trabalho contida na tenacidade e tentativa de equilíbrio.

+
O QUÊ: exposição “Lúdico Cotidiano” com bate-papo com os artistas.
QUANDO: Visitação até 16 de outubro, de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas. Sábado, domingo e feriados, das 12 às 18 horas.
ONDE: anexo 1 do Museu de Arte de Joinville, na Cidadela Cultural Antarctica, rua 15 de Novembro, 1.383.
QUANTO: gratuito.

Junho 13, 2011

Jobs + Foster = Apple City


Teoricamente ninguém confirma, mas é só o que se comenta...deu aqui: as estrelas Norman Foster e Steve Jobs trabalhando juntos num projeto...era só o que estava faltando.

O jornal espanhol El Economista anunciou recentemente que o renomado arquiteto britânico Norman Foster (acabamos de mencionar ele dois posts abaixo) está trabalhando numa concepção para o novo campus da Apple, em Cupertino (a Apple comprou um pequeno lote de aproximadamente 100 hectares, por - diz a lenda - U$300 milhões, o qual pertencia à HP).

Segundo os "tablóides" a inspiração para o novo campus de Steve Jobs vem de muitos conceitos que estão sendo utilizados no projeto de Masdar City, em Abu Dhabi, outra grande obra de Foster, considerada a primeira cidade do mundo sem carros ou emissão de carbono. O projeto inclui um sistema de túneis subterrâneos que concectam tudo. Na verdade, todo o sistema de transporte rodoviário vai operar através de uma rede de túneis, liberando as superfícies para o verde. Além disso, pretende ser inovador em todos os aspectos: do conceito à vanguarda dos materiais; da tecnologia de última geração ao desenho, forma e função.

Algumas imagens estão circulando na internet, mas nada oficial:




É esperar para ver o que vem por aí...

Junho 03, 2011

Prefeito ciclista debate sustentabilidade em SP



Frank Jensen, de Copenhague, virá para encontro com colegas das maiores cidades do mundo.

Copenhague quer ser a primeira cidade sustentável do mundo. A capital da Dinamarca, com cerca de 2 milhões de habitantes em sua região metropolitana, almeja chegar ao objetivo até 2025.

A receita para isso envolve o uso maciço da bicicleta, gestão adequada de resíduos e investimento em energias alternativas, como a eólica ou a gerada pela queima do lixo.

Parte dessas iniciativas serão apresentadas nesta semana, em São Paulo, por Frank Jensen, 50, prefeito social-democrata da cidade.

São Paulo- por ser considerada um cidade que “trabalha para ser sustentável”, segundo Gilberto Kassab- será sede do C 40 Summit.

O evento, que deveria reunir os 40 prefeitos das maiores cidades do mundo para discutir o que estão fazendo para preservar o meio ambiente, tem, até agora, apenas 17 políticos confirmados.


Leia a seguir trechos da entrevista com Frank Jensen.

Que iniciativa é mais importante para que Copenhague se torne neutra em emissão de carbono?

A produção de energia é a mais fácil de ser controlada pelo município. Nós investimos em energia eólica. Da biomassa e do lixo nós produzimos calor e energia elétrica. Fazemos esforços para utilizar toda forma de energia de maneira mais eficiente. E também pensamos em meios para que os habitantes poupem energia, seja usando bicicleta ou reciclando lixo.

Quantas pessoas usam a bicicleta no dia a dia?

Eu vou trabalhar de bicicleta. Mais da metade dos moradores usam suas bicicletas todos os dias. E 80% dele continuam usando durante o inverno. Fazemos várias iniciativas para fomentar essa cultura. No inverno, retiramos a neve das ciclovias antes de limparmos as ruas.

E o carro?

A Dinamarca é um dos países mais caros do mundo para se ter um carro, por causa dos impostos e das taxas. Para frear o aumento nas cidades, melhoramos ainda mais a infraestrutura cicloviária e aumentamos a eficiência do transporte público, construindo mais metrôs e integrando trens e ônibus.

Entrevista publicada no jornal Folha de S.Paulo.
por Eduardo Geraque

Maio 31, 2011

No Rio, Norman Foster e Niemeyer defendem vãos.


Vem coisa boa por aí! Nas últimas semanas o arquiteto britânico Noman Foster esteve no Brasil, visitando as obras de Niemeyer em Brasília e seu escritório, no Rio. A conversa do britânico com o brasileiro foi gravada e deve integrar trilogia de documentários sobre design.

Entre os assuntos, destaque para as cidades - com conceitos diferentes - que ambos projetaram partindo do nada: BRASÍLIA (1960), a qual surgiu no início da valorização da cultura automobilística...



...e MASDAR (2007), inspirada em arquitetura e urbanismo árabes, tem ruas estreitas e pátios, privilegiando o pedestre e alternativas sustentáveis.



FOLHA DE S.PAULO, 25/05/2011
por ITALO NOGUEIRA
DO RIO


É o vazio o que os une.

Se quase três décadas separam Norman Foster, 75, e Oscar Niemeyer, 103, a arquitetura de um encontra eco na de outro nos amplos espaços abertos que ambos buscam. A admiração comum pelos vãos esteve no centro do encontro entre arquitetos, na última sexta (20), no escritório de Niemeyer no Rio. A conversa integra um documentário de Gary Hustwit, produtor e diretor independente que vive entre Londres e Nova York.

"Urbanized" completa uma trilogia de documentários sobre design que já abordou a tipografia ("Helvetica", 2007) e o desenho industrial ("Objectified", 2009).
No Twitter, Hustwit expressou sua satisfação em ter filmado Niemeyer no Rio. Foster aproveitou a vinda ao Brasil para visitar a contribuição máxima de Niemeyer à história das cidades. Em Brasília, viu "fontes de inspiração" saídas da prancheta de Niemeyer: os palácios do Planalto e da Alvorada.

O dedo de Niemeyer esteve na escolha profissional de Foster. O inglês contou à Folha que o palácio Gustavo Capanema pesou na decisão de ser arquiteto.O edifício no centro do Rio, marco inicial do modernismo brasileiro, desenvolvido sob a batuta do franco-suíço Le Corbusier e concluído em 1947, foi o primeiro projeto importante de que Niemeyer participou.

E, de novo, nesse ponto, surge a ideia de vazio. "Fiquei impressionado como as publicações não mostram o espaço vazio do prédio. O entorno permanece dentro do espaço", disse Foster a Niemeyer, que respondeu afirmando ser preciso "recusar os vãos pequenos. Com vãos maiores, temos liberdade de criação."

ASPECTO SOCIAL
Questionado por Foster sobre a construção de Brasília, Niemeyer preferiu discutir o aspecto social do projeto. "Quando arquitetos vêm de fora para falar comigo, eu levo a conversa mais para o social. A arquitetura é importante, mas a vida é mais", disse o brasileiro, repetindo um discurso que lhe é caro.

"Mais importante do que os prédios são os espaços públicos que eles criam", complementou Norman Foster. Como outro ponto (ou vazio) comum, os dois arquitetos têm no currículo a criação de cidades no meio do nada.

Mas enquanto Brasília privilegia os carros, Masdar - concebida por Foster em 2007 como modelo de sustentabilidade nos Emirados Árabes- favorece o pedestre e veta os automóveis. A diferença conceitual, talvez o maior dos vazios entre os dois, Foster diz ser sinal dos tempos. E contemporiza, dizendo que as duas cidades unem as pessoas "num sentimento comunitário".

Maio 24, 2011

"Arquitetura de Joinville embarca no estilo contemporâneo"

O título acima bem que poderia ser verdade, mas ainda não é por aqui que a boa arquitetura está transformando uma cidade (talvez um exemplo aqui....outro ali). A reportagem original, de Vanessa Correa e Fernando Serapião (Folha de S.Paulo, 22/05/2011), fala de São Paulo e anuncia que os prédios neoclássicos, ornamentados, já são mais raros entre os lançamentos da capital paulista e que a mudança mostra uma a sociedade que passou a valorizar o futuro (não o passado) e a qualidade dos espaços.

Um bom exemplo a ser seguido por outras cidades e seus governantes; um #ficadica às construtoras que muitas vezes recusam dos arquitetos propostas de projetos contemporâneos sob a justificativa de que "não vende"; aos envolvidos com a construção civil que - por ignorância ou falta de informação - perpetuam edificações ultrapassadas e à muitos arquitetos que ainda aceitam encomendas absurdas como o neoclássico. Certamente você identificará em sua cidade exemplares como estes do texto.

Por isso, é importante que se discuta e se apresentem novas possibilidades. Difundir o estilo e educar a sociedade, fazendo arquitetura que fale de nossa época. É normal não gostar do que não se conhece ou não estamos acostumados. Afinal, como diria Lina Bo Bardi: "quando um design é arrojado demais temos dificuldade em compreender sua beleza".

Prédio de arquitetura contemporânea na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo.
Alessandro Shinoda - 21.mai.11/Folhapress

Por Vanessa Correa
de São Paulo

Depois de mais de uma década de ditadura do neoclássico, os prédios paulistanos chegaram ao século 21. Agora, com a fachada limpa, os lançamentos começam a exibir a linguagem arquitetônica contemporânea.
Com suas colunas e ornamentos, o estilo neoclássico foi muito procurado porque dava impressão de ser de mais alto padrão, afirmam arquitetos e construtoras. Hoje, os lançamentos nesse estilo são mais raros.
"Mas uma fachada contemporânea, se for feita por um bom arquiteto, também pode mostrar que o prédio é de alto padrão", diz Kátia Varalla, diretora de produto da construtora Gafisa, que já não constrói neoclássicos.
Para arquiteta Nádia Somekh, professora da Universidade Mackenzie, essa mudança de comportamento mostra que "a sociedade não está mais valorizando o passado e sim o futuro, a qualidade dos espaços". Os arquitetos, no entanto, torcem o nariz para o contemporâneo de alguns lançamentos do mercado imobiliário, que veem mais como um "verniz" para vender.
De acordo com Somekh, um projeto contemporâneo se caracteriza pela qualidade e flexibilidade dos espaços, pelo diálogo do projeto com a cidade, além do respeito à natureza, com o uso de novos materiais e racionalização do processo construtivo. Esses itens, alguns projetos que se vendem como contemporâneos não têm. No entanto, para além das fachadas, as mudanças de estilo já chegam às plantas de alguns edifícios.
Há seis anos a construtora Zarvos, que atua na Vila Madalena e arredores, aposta no contemporâneo. "Neste ano, entre construção e projeto, estamos com 15 prédios", diz Otávio Zarvos, dono da empresa, que só faz edifícios com esse tipo de arquitetura.
Além da fachada "autoral, com uma estética bacana", os projetos da construtora, diz Otávio, buscam internamente o equilíbrio da iluminação, ventilação e flexibilidade da planta, que pode ser modificada depois de pronta.
Agora, arquitetos que fizeram na Zarvos seus primeiros projetos de prédios contemporâneos residenciais, como Marcelo Moretin e o escritório Triptyque, já estão sendo chamados por grandes construturas, diz Otávio Zarvos.


ALÉM DA ELITE

O novo jeito de construir também encontra espaço fora das áreas mais valorizadas.
Em São Miguel Paulista, bairro periférico da zona leste, um inusitado empreendimento contemporâneo (veja na pág. C4) esgotou as 24 unidades disponíveis antes mesmo do lançamento oficial, na última semana.
As casas-apartamento em São Miguel Paulista, da construtora TasBerg, têm em torno de 80m2 e custam cerca de R$ 200 mil. "Estamos vendo o ressurgimento da possibilidade de inventar para além dos estratos sociais, percorrendo a produção por inteiro. Por isso está também em São Miguel", diz o autor do projeto, o arquiteto Samuel Kruchin.
Além de mudança de comportamento, a "limpeza" das fachadas, com a remoção dos ornamentos, tem a ver com racionalizar a construção. "O neoclássico tem todos aqueles elementos artesanais, ou feitos em fôrmas metálicas, que atrasam e complicam a obra. O projeto mais limpo barateia a construção", diz Henrique Cambiaghi, arquiteto do Secovi (sindicato do setor imobiliário).


PROJETOS DEVEM SER DEMOCRÁTICOS E REFLETIR NOSSA ÉPOCA
Fernando Serapião
Especial para Folha

A cidade é uma construção coletiva e espelha nas obras públicas e privadas os anseios da sociedade. Imaginando que seria desejável construir um ambiente urbano democrático, é interessante que a arquitetura expresse nossa época.
Não se trata de alardear um único estilo, que não reflita a diversidade. Diferente do período moderno, cuja arquitetura tinha códigos linguísticos precisos, o pensamento arquitetônico atual permite a convivência de correntes variadas.
Porém, não se admite no saber arquitetônico erudito a adoção sem critério do vocabulário de línguas mortas.

COLETIVO

Fazendo um paralelo com a polêmica em voga, tal como a cartilha que reza que a língua falada pode desobedecer a norma culta, ninguém vai preso por construir, projetar ou morar em prédios sem compromisso com a construção coletiva; mas não é difícil imaginar por que dinheiro e poder às vezes são associados à ignorância arquitetônica (um lembrete: o prédio onde está o apartamento de R$ 6,5 milhões do ministro tem estilo neoclássico).
A mudança que está ocorrendo no mercado imobiliário paulistano é apenas um bom indício: na maioria das vezes, os novos prédios trocaram a roupagem neoclássica para linhas retas (muitas vezes feitas pelos mesmos "estilistas").
Arquitetura não é moda. Não é juízo de valor: a questão é a permanência. Afinal de contas, enquanto calças boca de sino vão para o brechó, prédios permanecem décadas visíveis.
Por isso, arquitetura com qualidade é mais do que uma fachada reta: deve ter o compromisso com a construção do bem comum. Mas como podemos identificar um projeto assim? Por exemplo, naqueles com gentilezas urbanas (que aumentam as calçadas, por exemplo) e que investem em tecnologia (desenvolvem a indústria do país).
O ápice serão os casos de vanguarda, que avançam na pesquisa de expressões e colaboram com a formação da identidade cultural do país. Alguns poucos empreendedores -de pequeno e grande porte- perceberam essa diferença: além de ganhar dinheiro e pensar nos lucros estão contribuindo na construção de uma cidade melhor. E, ao que parece, parte dos clientes também.


DO BOLO DE NOIVA AO CONTEMPORÂNEO
Entenda a evolução da arquitetura nas construções

Fim do séc. 19 a 1930 - Eclético ou bolo de noiva: Inspirada nos estilos acadêmicos europeus, muito ornamentados.
Déc. de 1930 a 1940 - Art Déco: Estilização, geometrização, predominância dos cheios sobre os vazios.

Déc. de 1930 a 1960 - Modernista: Predominância dos vazios (janelas), diálogo com a rua.

Déc. 1970 - 1990 - Pós-moderno: Excesso de cores, volumes e elementos na fachada, janelas menores.

Déc. de 1990 a 2000 - Neoclássico: Colunas, arcos, ornamentos na fachada, uso de uma cor só.

Déc. 2000 - 2010 - Contemporâneo: Aberturas amplas, novos materiais, flexibilidade da planta, diálogo com a rua.

Maio 03, 2011

Menor Trailer do Mundo

Esqueça os famosos trailers montados em ônibus e caminhões, com direito a cozinha e até garagem para um superesportivo.

A idéia da seguradora britânica ETA foi criar o menor trailer do mundo, o QTvan. Oferecido na Inglaterra por cerca de R$ 16.000, o pequeno quarto móvel mede 2 metros de comprimento por apenas 75 cm de largura.

A seguradora sugere que ele seja acoplado a outro produto seu, um pequeno scooter elétrico, disponível para locação mensal.

Ser pequeno não significa se abdicar de luxo. O carrinho traz em seu interior uma cama espaçosa cama para solteiros, uma televisão de 19”, porta-copos e até mesmo duas pequenas estantes para colocar alguns pertences. A idéia dos ingleses é oferecer o QTVan para pessoas adeptas do camping ou que aluguem seu pequeno scooter. O plano mensal de locação sai por R$ 150 e não polui o meio ambiente, já que a propulsão é elétrica. A velocidade máxima é de 8 km/h.




Abril 27, 2011

Tendenza | arquitetura, design e arte

"A Tendenza nasce num importante momento de divulgação, exposição e discussão sobre o tema da arquitetura e design, tanto em Joinville como no resto do país. Torcemos para que a revista torne-se uma forte ferramenta educativa e de pesquisa para a formação de massa crítica e atualização profissional. Parabéns a toda equipe, sucesso!"
Miguel Cañas Martins
Metroquadrado nas páginas 20 e 21

leia a matéria no site da revista

Abril 18, 2011

Estofados na Arena

Stand Arena da Mannes | ABIMAD 2011, Projeto da Metroquadrado na Revista Destaque Imobiliário

" Estofados na Arena
A Mannes ganhou o diferencial no próprio stande. Criou a Arena Mannes, um espaço conceitual e criativo que trouxe estofados brancos, expostos de forma escalonada com o nome dos designers ao lado de cada peça, era como se eles observassem o público, e não o contrário "
(Pag. 55)


Abril 06, 2011

Making-of dos últimos dias de montagem do stand da Mannes durante a ABIMAD 2011, em São Paulo.

O conceito "Arena", criado pela Metroquadrado, apresentou a coleção de estofados desenhada por Renata Moura, Marcelo Rosenbaum, RMJ e Inove Design.

Março 10, 2011

“Sótão”

Nos dias 9, 10, 11, 12 e 13 de março, às 20 horas no Teatro do Sesc Joinville.

Bruxas, lobisomens, morte, cobras, benzedeiras e assombrações. Todos os contornos das histórias de fantasias joinvilenses serão apresentadas pelos atores Ilaine Melo e Muriel Szym, que reencenarão as lendas e mitos da região como forma de homenagear Joinville na semana de aniversário.


A peça é uma espécie de projeto pessoal de Ilaine que durante um ano visitou a Estrada Palmeiras (comunidade rural de Joinville), o Morro do Amaral (comunidade pesqueira de Joinville), o Quiriri (comunidade rural de Joinville), a Barra do Itapocu (comunidade rural de Araquari) e a Vila da Glória (comunidade pesqueira de São Francisco do Sul) para conversar com as pessoas que ainda guardam estas histórias.

Sótão convida a platéia a reviver a sensação de caminhar pelos corredores da casa dos avós e lá, olhar para um canto e perceber uma escada comprida e escura...sentir uma estranha sensação entre o medo e a sedução, e ir...

Os quatro blocos viraram quatro atos que estão ligados pelo mesmo fio condutor. No primeiro, são encenadas as histórias de lobisomem, seguida pelas bruxas e pelas benzedeiras. A peça é concluída com as lendas de mortos e assombrações. Por mais que sejam elementos de mitos e lendas encontrados em histórias por todo o planeta, essas histórias são extremamente regionais. “As bruxas dessas histórias não tem nada a ver com aquelas que a gente conhece. Os lobisomens tem características muito particulares daqui, são pessoas conhecidas que teriam virado lobisomem, como o tio ou o vizinho”, afirma a historiadora.

A dramaturgia é obra incentivada pelo Governo Federal através do Prêmio Funarte de Teatro Mirian Muniz de 2006 e a produção do espetáculo foi contemplada pelo Governo do Estado de Santa Catarina via Edital Elisabete Anderle de Estímulo a Cultura, em 2009.

Os ingressos são gratuitos e distribuídos uma hora antes do espetáculo. Censura 16 anos.

fonte:SESC Joinville / ANotícia

Fevereiro 17, 2011

Arena Mannes - Abmad 2011


Depois da criação e projeto executivo.
Os primeiros dias da semana foram de bastante trabalho em São Paulo, onde a Metroquadrado acompanhou a montagem do Stand da Mannes e MDesign para a Abmad Verão 2011. Feira que reúne os principais fabricantes de móveis de alta decoração entre os dias 16 e 19/02 no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.
O espaço terá forma de arena, com um pé-direito altíssimo, para apresentar a nova coleção das duas marcas.
Os produtos de cada marca serão expostos em lados opostos do stand, em espaços-arquibancadas, unidas no centro por uma área de convívio, onde uma mesa feita da espuma - matéria prima da empresa - reúne, convida e celebra.





Janeiro 11, 2011

Orgulho Líquido, por Nizan Guanaes

Saudações a todos!

Um Feliz 2011! Vamos começar os posts da nova década com este maravilhoso artigo do publicitário Nizan Guanaes, publicado originalmente no jornal Folha de São Paulo (dia 28/12/10). Boa leitura!




"Orgulho Líquido.

Erramos muito neste país, mas finalmente aprendemos com nossos erros. E, se nós não estamos ainda em plena forma, descobrimos um caminho para chegar lá.

Viver é errar e consertar rápido. Fazer leva tempo. Fazer direito, certo e benfeito leva tempo. Numa trajetória de crescimento, há muito para comemorar e correções de rotas a fazer. Isso vale para países, para pessoas e para empresas. Numa empresa, só o lucro liberta.

É o que digo aos meus sócios: você entrega o lucro, e eu não apareço para encher o seu saco.

Mas o momento é de aperfeiçoarmos esse conceito. Em vez de só lucro líquido, vamos buscar o orgulho líquido. Se, depois do lucro líquido, não sobrar orgulho, um dia provavelmente não vai sobrar nada para você contar. E criar orgulho é muito mais difícil do que criar lucro. Esse desafio, enorme, deve servir como novo combustível para impulsionar nossas empresas.

Fazer lucro não fazendo a entrega certa é cuidar da sua cadeia produtiva de maneira vil: é não cuidar do funcionário, é não dar assistência e horizonte para ele, é só dar tapinha nas costas, é ser displicente com os fornecedores
e com as comunidades envolvidas.

Isso não é lucro sustentável por nenhum ângulo que se observe. A responsabilidade social, em todos os sentidos, deve estar inserida no modelo de negócio das empresas e das organizações.

Responsabilidade social é trabalhar para produtos e serviços que orgulhem a empresa, é adotar práticas comerciais que orgulhem os nossos filhos.

Responsabilidade social é ter o melhor lucro dentro das melhores práticas. E só empresas altamente lucrativas e altamente responsáveis vão prosperar neste mundo altamente competitivo em que lutamos. O lucro e a responsabilidade podem ter sido inimigos no passado, mas são grandes aliados neste futuro que já chegou.

Isso passa pelo desafio de reter talentos - e, quanto mais sofisticadas as tecnologias, maior a necessidade dos talentos. É preciso treinar, engajar em valores e sonhos. Um sonho grande e inclusivo. E se for apenas um sonho por dinheiro, será impossível reter os talentos num mercado tão aquecido e com tantas oportunidades.

Um sonho grande se constrói com orgulho líquido. Seu colaborador precisa pensar da sua empresa: "Eu me orgulho de suas práticas, do seu cuidar das pessoas. Porque ela cobra com rigor, mas remunera com justiça".

Nós, brasileiros, nos orgulhamos de todo brasileiro que vence, criando valor e devolvendo ao país e às comunidades onde se formou e atua. Muitos desses orgulhos já são verdades hoje. Outros são ainda desafios à frente.

Num país onde tantas empresas juntas foram reunidas com pessoas de origens e culturas tão diferentes, é preciso respeitar o histórico das lideranças e o DNA das empresas e das organizações.

Mas precisamos construir com disciplina uma cultura de orgulho líquido, para termos as melhores organizações dentro das melhores práticas. Assim teremos as grandes líderes, as formadoras de orgulho bruto.

Como fazer sucesso, como ter qualidade, como reter talentos sendo responsável? Siga o dinheiro, mas o dinheiro orgulhoso.

Se você pensa que sabe tudo, está obsoleto. Quem diz que sabe tudo sobre seu próprio negócio está morto. É preciso inovação. Para fazer mais rápido, mais sustentável, mais barato, mais produtivo, melhor.

Convido a todos neste momento reflexivo do ano a fazerem duas perguntas que tenho feito: Isso vai dar dinheiro? Isso vai dar orgulho (para mim, para minha carreira, para meus clientes, para meus colegas, para meus filhos,
para meus sócios)?

E vamos assim construir o Brasil 2020.

Fizemos muito nesses últimos dez anos. Até por isso, temos hoje mais capacidade de fazer mais e melhor. Estamos quase em cruzeiro. De tão intenso, 2010 demorou a acabar. A agenda de 2011 já está cheia. Ao trabalho, com orgulho.

Mas antes vamos festejar e descansar, que ninguém é de ferro. Feliz Ano-Novo a todos."



Nizan Guanaes é publicitário e presidente do Grupo ABC, escreve às terças, a cada 15 dias, no jornal Folha de S. Paulo.

Dezembro 01, 2010

Projeção Mapeada na Estação da Memória

No próximo dia 11 de dezembro, as 20h na Estação da Memória (antiga Estação Ferroviária) será apresentada uma performance audiovisual inédita no estado.
Projeção Mapeada - Organismos Públicos, foi aprovado pelo edital de apoio a cultura (SIMDEC) no ano de 2010 e desenvolvido por Leandro Mendes.
Usando a técnica conhecida como Mapping ou projeção mapeada, a performance será a principal atração do projeto Sábado na Estação que acontece uma vez ao mês reunindo um público médio de 5 mil pessoas.
Veja as Projeções Mapeadas no Museu do Ipiranga - São Paulo - SP





Novembro 04, 2010

Potencial Criativo // Conferência


O arquiteto Jaime Lerner, pai da revolução urbana de Curitiba, tem uma frase que para mim traduz exatamente o que é criatividade: "Criatividade é a arte de relacionar".

Criatividade são "links" que estabelecemos. São associações de ideias. São as conexões que fazemos sobre os mais diversos temas (qualquer um) para que desta mistura de informação cheguemos a uma outra nova informação – ou idéia.


Pois é sobre este tema que tratará a conferência sobre Potencial Criativo, que se realizará no Teatro da Scar, em Jaraguá do Sul, nos dias 13 e 14 de novembro. O evento é uma realização do Estúdio Firmorama e Carlos Urquizar, contando com o apoio da Prefeitura Municipal, da Fundação Cultural e da Público Digital.

“O objetivo principal é discutir o desbloqueio criativo, especialmente, para aqueles que trabalham com estética e artes visuais, como design, moda, arquitetura e artes plásticas." O evento contará com a presença do ilustrador Renato Alarcão, o calígrafo Cláudio Gil, as artistas plásticas Celaine Refosco e Gabriela Irigoyen e a pedagoga Tânia Nüssner.


"A primeira conferência parte da visão de que, para resgatar o potencial criativo que se tem na essência, é preciso retomar a liberdade que havia na infância: o exercício da criatividade é expresso nos desenhos, na construção das narrativas, na curiosidade, na imaginação e na engenhosidade, sem censura, do pensamento humano. Sempre fora do senso comum, a criança não se prende a maneiras convencionais, o que a permite ir mais longe e, consequentemente, achar soluções mais criativas.“

O evento é gratuito, através de cadastro no site.

Outubro 15, 2010

@twittSTAMMTISCH VEM AÍ!


De origem germânica o "Stammtisch" é um local de encontro reservado num bar ou num restaurante para um grupo de pessoas que se reúnem para beber, comer e conversar.

Segundo o Wikipedia o termo Stammtisch é formado pela junção das palavras do alemão Stamm (em português tronco) e Tisch, que significa mesa. Numa tradução literal, "mesa de tronco". O termo Stammtisch também é usado no sentido de uma mesa-redonda como plataforma de discussão.

O evento, no formato como é realizado no Brasil, não existe em nenhuma outra parte do mundo. Deixando de lado o nome original germânico "Strassenfest mit Stammtischtreffen", passou a se chamar apenas de Stammtisch (ou Encontro de Stammtische) e passou a ser considerado uma "celebração à amizade".



Hoje a ideia que começou em Blumenau, em 2000, passou a ser um evento tradicional em muitas cidades da região norte do estado, como Gaspar, Jaraguá e Joinville, sendo o chopp o principal ingrediente da festa!

Pois bem, amanhã será a vez de Joinville fazer o seu anual Stammtisch. Dia 16 de outubro, das 10h às 17h na Via Gastronômica da cidade!

A rua Visconde de Taunay será fechada para a confraternização de dezenas de grupos! Entre eles confrarias dos mais diversos temas, repletos de profissionais das mais diversas àreas que possuem alguma afinidade entre si: amigos do trabalho, do esporte, da gastronomia, da música, do....Twitter(???)



É isso aí! Entre as barracas inscritas destaque para uma nova integrante, a do @twittSTAMMTISCH (assim mesmo, com @ na frente). Pela primeira vez participando do evento, a barraca surgiu da ideia de um grupo de Twiteiros que organizaram toda sua participação através do microblog. Sem se conhecerem pessoalmente, organizaram camisetas personalizadas com a marca, chopp da Schornstein e vão utilizar a tecnologia da TwitCam, transmitindo ao vivo o encontro!

Veja, por exemplo, algumas fotos do evento ocorrido em Blumenau (foto abaixo) aqui.



A coisa promete! Apareça por lá!

#fica_mubi


postando novas fotos no site da Metroquadrado, em especial as da Vitrine #fica_mubi que tinha como propósito fazer um link com a discussão referente a situação do Museu da Bicicleta de Joinville (MUBI) iniciada no Twitter da Metroquadrado

" 1 automóvel emite mais CO2 que 6 bilhões de bicicletas. "
" ...esperemos que a discussão sobre o destino do Mubi não caia em esquecimento! "
" O Futuro do Mubi (Museu da Bicicleta de Joinville) em discussão "
" Sensacional ! RT @: Já passou na vitrine da @hoje? Preciosidade!"
" E falando em ideia simples que causam impacto na cidade, tem essa aqui: Baita vitrine do @! "
Me questionei, a que pé anda a questão do MUBI?
segundo matéria publicada em 29 de setembro no Jornal A Notícia , enquanto não fosse decidido o que fazer com o acervo, as bicicletas ficariam em salas na FCJ. Pois os objetos estão guardados lá devido a um contrato de comodato para a salvaguarda das peças.


Vamos continuar nessa discussão? ....